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| A Umbigada presente no Samba |
Samba
Ao pesquisarmos encontramos várias definições a respeito do significado da palavra ou do ritmo Samba.
Uma dessas referências destaca que o Samba é "dança de roda semelhante ao batuque, com dançarinos solistas e eventual presença da umbigada, difundida em todo o Brasil com variantes coreográficas e de acompanhamento instrumental ".
Encontramos também a referência de que se trata de "qualquer baile popular, urbano ou rural, onde predomina o samba como música; arrasta-pé".
Outra referência trata de que é "dança popular brasileira a dois tempos, de ritmo sincopado. É de origem africana e desde o séc. XVII já era uma dança de roda, ao ar livre".
Destacamos ainda outra referência encontrada que diz, tratar-se de "dança popular brasileira, de origem africana, derivada do batuque, com variedades urbana e rural, e coreografias diversas, acompanhada de melodia em compasso binário e ritmo sincopado".
Origem da palavra Samba
No aspecto etimológico a palavra Samba, deriva de "Semba", da língua Kimbundo, que significa “umbigada”.
O Semba era uma dança religiosa para os angolanos que, levava este nome (umbigada) devido a forma como era dançado.
O Kimbundo (ou Quimbundo) é um dos vários idiomas do tronco linguístico Bantu (ou Banto) da África, falado principalmente na região do noroeste da Angola.
Outra referência diz que Samba significaria “estar animado” ou “estar excitado”.
Há também quem afirme que a palavra tenha sua ligação com a língua Luba e com outras línguas Bantas, nas quais samba significa pular ou saltar com alegria.
Na versão etimológica oficial, a palavra “samba” se origina de uma corruptela da palavra “semba”, que significa “umbigada”, movimento corporal praticado pelo ato religioso, no idioma quimbundo. Porém, alguns linguistas apontam que a etimologia da palavra é “samba” mesmo e não “semba”. E que o idioma quimbundo tem os dois vocábulos distintos, assim como seus distintos significados. Segundo estes estudiosos, “samba” em quimbundo, significa orar, rezar.
De acordo com registros históricos, a primeira vez que a palavra “samba” surgiu no Brasil foi em 1838, na revista O Carapuceiro.
Há também uma quadrinha de frei Miguel do Sacramento Lopes Gama, publicada no dia 12 de novembro de 1842, no número 64 da revista "Carapuceiro", de Pernambuco, de grande importância histórica. Que diz:
Aqui pelo nosso mato,
Qu'estava então mui tatamba,
Não se sabia outra coisa
Senão a Dança do Samba.
No Brasil, o termo “samba” só começou a ser reconhecido entre os brasileiros como um estilo de dança no começo do século XX.
Corpos que rezam dançando
Para os povos Bantu, Nagô, Gegê, Fanti-Ashanti e outras culturas de transe, o corpo é a ponte para o sagrado. É preciso dançar, movimentos de rotações anti-horários, e em espiral, para conectar aos seus antepassados. Só pelo corpo é possível alcançar o divino.
As festas e celebrações de Terreiro são oportunidades para festejar o humano em ligação com a ancestralidade, com a espiritualidade, através da expressão do corpo.
Os Maracatus, o Samba, a Congada, o Jongo e tantas outras expressões culturais negras e indígenas, são na sua essência, um festejo cultural e religioso de diferentes povos de origens e etnias diversas que acreditavam num Deus que dança e que convida todos a fazerem parte dessa festa.
"Vamos pro Samba"
De acordo com vários relatos de Mestres da Cultura Popular, antigamente as festas que eram promovidas nas comunidades rurais eram chamadas de Samba, não havia isso de dizer vamos pro Forró, se dizia vamos pro Samba, e nesse samba/festa, desfilava os vários ritmos populares daquela região, incluindo o Coco, o Xote, o Baião, entre outros.
DIVINDADE SAMBA KALUNGA
Divindade das grandes águas, isto é, dos mares e oceanos, tida segundo a visão afro Bantu como o útero do planeta, gerador de todas as espécies, inclusive a raça humana...
Exerce fortes influências sobre a fauna e flora marinha!
Considerada uma grande mãe poderosa dos seres e de inúmeras outras Divindades, governando com sabedoria o seu vasto reino de águas salgadas, onde outras Divindades da cultura e tradição religiosa Bantu, também reinam nesse universo marinho, cada uma dessas divindades governam em campos diferentes e individuais. Divindades que atuam na superfície, outras nas profundezas, outras sobre as ondas, outras na beira da praia, outras no equilíbrio do sal e etc...
Essa divindade é considerada o útero do planeta, pois no principio da criação tudo era água e bem depois surgiu a terra e as bactérias que deram inicio a vida do planeta. Primeiro a flora e depois a fauna e num processo evolutivo através do animal, bilhões de anos depois, surgiu o homem. A maior prova de tudo isso é, se fizermos um teste de DNA em um fio de nosso cabelo, encontraremos os elementos da natureza em nosso corpo..... Água, cálcio, sal, ferro, fósforo, potássio e etc...
Isso comprova, que nossa formação também é oriunda da natureza, essa natureza que é a essência e alicerce do planeta criado por Deus (N'zambi Mpungu).
Semba
Designa-se por “Semba” uma das danças e géneros musicais mais populares de Angola, que surgiu no país durante os anos 50 e 60, começando tradicionalmente com danças de salão urbanas.
Há quem defenda que este produto cultural, genuinamente angolano, tenha sido conduzido durante o século XVI, pelos escravizados, para se fixar no Brasil e nas Caraíbas.
Etimologicamente, “Semba” significa “umbigada” em kimbundo - língua de Angola, no entanto, tem vários outros significados adjacentes ao mesmo, como: batuque, dança de roda, lundu, chula, maxixe, batucada e partido alto, entre outros, muitos deles convivendo simultaneamente.
Sendo considerado como a língua de Angola, o “Semba” deu origem a vários outros estilos como o samba brasileiro, a kizomba, e até o kuduro. É tocado em praticamente todos os eventos sociais em Angola, desde óbitos, festas, discotecas, e é versátil na forma como pode abordar uma história, uma anedota ou mesmo um lamento.
A dança é caracterizada por movimentos que implicam o encontro do corpo do homem com o da mulher ou, mais precisamente, no choque entre ambos. Dançada a pares, com passadas distintas, o “Semba” depende muito da improvisação dos que o dançam e tem a capacidade de atingir várias gerações.
Tipos de Samba
A partir do semba que os viajantes portugueses descobriram no século 18 em Angola e no Congo, o etnólogo Câmara Cascudo descobriu três tipos de dança que continham a base do ritmo que originou os sambas brasileiros.
Essas danças são: a dança da umbigada, a de pares e a de roda. Essa música e essas danças foram trazidas para o Brasil pelos escravizados e desenvolveram-se em uma área que vai desde o Maranhão até São Paulo. Receberam, em cada Estado brasileiro, um nome diferente e um jeito diferente de ser tocadas.
Dos nomes e das ramificações desse ritmo africano temos hoje o tambor de crioula no Maranhão; o bambelô no Rio Grande do Norte; o coco, o milindo, o piaui e o samba no Ceará e na Paraíba; o coco de parelha trocada, o coco solto, o troca parelha ou coco trocado, o virado e o coco em fileira em Pernambuco; o samba de roda e o batebaú na Bahia; o jongo, o samba-lenço, o samba-rural e o samba de roda em São Paulo; o caxambú, o jongo, o samba e o partido alto no Rio.
Chamava-se também chiba (Rio de Janeiro), cateretê (Minas Gerais) e fandango (nos Estados do Sul). Posteriormente tornou-se dança de conjunto por grandes grupos de indivíduos dos dois sexos. Esse foi o samba rural; mais conhecido e importante, entretanto, é o samba urbano carioca, que, por sua vez, apresenta duas modalidades: o samba do morro, cultivado pelas escolas de samba, e o moderno samba, oriundo do maxixe, criado por compositores populares e responsável pela atual difusão da dança no país e no estrangeiro.Samba de breque, samba brejeiro muito sincopado.Samba de bossa, modalidade de samba de breque na qual o sambista improvisa algumas passagens.
Portanto, é certo afirmarmos que o samba pode ser visto hoje como um ritmo que engloba vários outros.

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